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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

I LOVE NY EM 6 DIAS

Saindo do Brasil. New York..New York.
O ano de 2007 foi um ano difícil para mim. Estava cursando mestrado, mudando de emprego, casamento em crise...então, fui para Nova Iorque.
Era agosto, verão. Deveria estar quente. Mas não foi bem assim: durante o dia fazia calor e no final da tarde refrescava, e nos últimos dias choveu e esfriou. Mas nada que pudesse atrapalhar todo encanto que a cidade proporciona. 

Primeiro dia

Seis dias para se apaixonar por Nova Iorque. Cheguei numa sexta feira(17/8) cedinho. O avião aterrizou no JFK e uma agente me levou até o Hotel Grand Hyatt Manhattan. O hotel é deslumbrante ,e sua localização é excepcional - na 42th Street, entre a Park Avenue e a Lexington, ao lado do Grand Central Terminal, em Midtown East. Praticamente no coração de Nova Iorque. 
Grand Hyatt Manhattan

Cheguei, arrumei minhas coisas no quarto (é um dos meus tocs) e saí para explorar as redondezas. Fui a pé, porque é assim que tem que ser. Você só conhece NY a pé.
Primeiro caminhando pela 42th Street até chegar ao prédio sede da Organizações das Nações Unidas, que se localiza a umas 4 quadras do hotel.
O prédio sede da ONU foi construído entre 1949 e 1952, com projeto do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e está localizada no setor leste de Manhattan.
Sede das Nações Unidas


New York Public Library é uma das principais bibliotecas do mundo e está entre as mais importantes dos Estados Unidos da America. Está situada na 5a. Avenida, esquina com a 42th St. O que há de incomum nela é que é composta por um vasto sistema de circulação pública combinado com um sistema de não-empréstimo.
New York Public Library





New York Public Library
A caminhada seguiu até a famosa Time Square, passando em frente ao Carnegie Hall e de vários teatros famosos da Broadway.
Time Square
Depois de comer alguma coisa num café, andei mais uns 2,5 km até cheguei à Macy's (maravilhosa), e de lá até a Victoria's Secret (aliás, eu achei caidassa).

Seventh Avenue

Macy's
Dia cansativo porém delicioso. Foram 7 horas de caminhada, uns 8 km. Valeu cada segundo. Passei numa conveniência e comprei um lanche para levar e comer no hotel. O dia tinha acabado para mim.

Segundo dia

A meta do dia era conhecer a Estátua da Liberdade. Sábado de manhã e estava bem fresquinho. Na 5a. Avenida estava acontecendo uma feira livre...em plena NY.  Pelo que pude perceber vende-se de tudo nessa feira, desde comida até "importados" da China. Aproveitei e comprei algumas bugigangas.



Fifth Avenue

 A idéia era ir até o Battery Park, onde se embarca no ferry boat que leva até a Liberty Island, mas como era muito longe(cerca de 10 km) fui até a estação e peguei o metro.

Quem quer visitar a Estátua da Liberdade tem que passar pelo  Battery Park, pois é lá que fica o Castle Clinton, que é onde se compra os ingressos para poder visitar e estátua. O nome do parque foi dado porque lá era onde se montavam baterias de artilharia para proteger a cidade. 

Dentro do Battery Park tem um monumento chamado The Sphere que pesa mais de 22 toneladas, é feito de bronze e é uma homenagem às vítimas do dia de 11 de Setembro. Um parque muito gostoso de conhecer para quem estiver viajando por Nova York.
Embarquei rumo à estátua.
Estátua da Liberdade

A estátua tem altura total de 92,9 m, sendo que 46,9 corresponde à altura da base e 46 altura da estátua propriamente dita. Apesar de ser maior, a impressão é que ela é menor que o Cristo Redentor. Mas deve ser pelo fato do Cristo ficar no alto do morro. A estátua foi um presente de Napoleão III como uma forma de premiar os Estados Unidos após uma vitoriosa batalha contra a Inglaterra.

Na volta à Manhattan, o percurso foi até o Monumento de 11/09 e de l até o Pier 17, que está localizado em South Street Seaport no setor histórico de Downtown. Vale a pena dar uma passada pelo pier, apesar de que até hoje (2014) tenho noticias que ainda está em reforma. O lugar é maravilhoso, tem shopping com lojas e restaurantes e pode-se almoçar desfrutando da bela paisagem da Ponte do Brooklyn.


Pier 17

Depois do almoço a caminhada foi até o Centro Financeiro de NY: Wall Street, Bolsa de Valores de NY Trump Building, e a sede de vários banco americanos. Lembro-me de ter reparado que nas ruas haviam muitos asiáticos. Parecia mesmo que estava na China.

Wall Street /Trinity Church


Depois de mais um dia de muitos quilômetros andados, a melhor idéia era tomar um táxi e voltar para o hotel. O dia seguinte seria de muito mais quilômetros à andar.

Terceiro dia


O dia começou pela pela Madison Avenue e suas mais lindas lojas de grifes, as mais famosas de New York .

Madison Avenue
A próxima parada foi o Rockefeller Center, e depois até Saint Patrick Cathedral. Ao entrar na Catedral, tive um momento muito especial. Parecia que já havia estado naquela igreja. Talvez por ter sido cenário de tantos filmes, ela me pareceu muito familiar. Ajoelhei-me e agradeci aquele momento maravilhoso na minha vida. Pedi saúde e alegria para meus filhos. 

Saint Patrick Cathedral

Era domingo e, apesar de não ter sol, o dia estava convidativo para uma caminhada no parque.


O Central Park possui uma área de 3,410 km² (341 hectares), e está localizado no distrito de Manhattan. Foi inaugurado em 1857, com 843 acres (ou 341 hectares), é limitado, ao norte, pela West 110th St., ao sul pela West 59th St., ao oeste pela Eighth Avenue. 
Central Park



Ao longo das margens do parque, essas ruas são conhecidas como Central Park North, Central Park South, e Central Park West respectivamente. 

Com inúmeras atrações, pude conhecer algumas delas como: 

  • Estátua da “Alice no País das Maravilhas” – construída em 1959. Localização: East 74th Street
  • Strawberry Fields – Homenagem a John Lennon – “Imagine”. Localização: West 72th Street
  • Zoológico do Central Park – que tem adoráveis pinguins e leões marinhos – a entrada é 16 dólares (adultos) – Localização: East 64th Street
  • Sheep Meadow – Uma das partes mais concorridas do Central Park – uma área verde descampada que fica aberta de maio a outubro – para piqueniques, banhos de sol, entre outras atividades. Localização: West 68th Street
  • Estátua do escritor “Hans Christian Andersen” – Localização: East 74th Street
  • Bethesda Terrace – Lá em encontra a fonte Anjos das Águas e uma linda vista do lago do Central Park. Localização: West 68th Street.
Em cada lugar do parque haviam manifestações culturais de quase todo o tipo. Recitadores, mágicos, performáticos e músicos de todas os gêneros musicais. Foi na fonte Anjos das Águas que ouvi pela primeira vez o grupo Break Of Reality. O grupo mistura Rock com Clássica e é compostos basicamente por violoncelos. Hoje conhecido pelo tema da série Game of Thrones.


Break Of Reality











Na 72th St., a oeste do Central Park, está o Dakota Building, mundialmente conhecido como o último endereço de John Lennon, e onde ele foi assassinado. E cerca de 100 metros da portaria do edifício, fica o Strawberry Fields, tributo prestado pela Yoko a John.

Dakota Buiding/Strawberry Fields
A noite o jantar foi lá mesmo no restaurante do hotel, até porque depois desse passeio pelo Central Park, minhas forças se acabaram. Uma excelente comida e um descanso merecido foi o fechamento do dia.


Grand Hyatt Restaurant

Quarto dia


Se domingo foi dia de parque, a segunda seria de museus. Mas, como na maior parte do mundo, os museus não abrem na segunda. Então o roteiro foi outro - compras no Woodbury, um outlet em New Jersey, famoso pelo número de lojas (mais de 200 marcas) e pela charmosa fachada. Existem serviço de translados e ônibus que levam até lá, mas pode fretar uma Van ou carro e dividir com outras pessoas. Geralmente as agências de viagem já contratam aqui do Brasil mesmo. Quase um hora de viagem ao paraíso das compras.
As marcas que mais valem a pena pelo preço são, na maioria, as americanas: GAP, Guess, Tommy, Nike, entre outras. Os preços são realmente muito convidativos. 


Woodbury Outlet


Outlet Michael Kors


O Woodbury parece uma simpática cidadezinha do interior americano. Possui praça de alimentação com diversos serviços fast food: Au bon Pain, Mc Donald's, Starbucks Coffee, Subway, e outros. Também possui dois restaurantes: Applebee's e um restaurante italiano Positano Grill, onde almocei.

positanogrill
Restaurante Positano Grill

Quinto dia 

Dia reservado para um passeio nos museus: MOMA e o Museu de História Natural.
O Museu de Arte Moderna - MOMA, é um dos museus mais importantes e influentes do mundo. Fundado em 1929 por um grupo de mecenas, entre eles Rockefeller II, o MOMA conquistou artistas não só pela proposta arquitetônica de seu prédio, mas por dedicar-se ao acolhimentos das novas tendências artísticas e divulgá-las ao plúbico novaiorquino, e depois, ao público mundial.
Obras como "A noite estrelada" de Van Gogh: "Nenúfares" de Monet, entre outras de famosos como Picasso, Salvador Dali, estão permanentemente expostas. Em duas ou três horas é possivel conhecer os principais acervos. Passei a manhã lá e almocei num dos seus restaurantes.

MOMA

O Museu Americano de História Natural, está localizado dentro do Central Park. Foi fundado em 1877. Conhecido pela vasta coleção de fósseis e de esqueletos de dinossauros espalhados por 42 salas de exibição. Na verdade o museu dispõe de 25 edifícios integrados que abrigam 46 exposições permanentes, distribuídos em 5 andares, além de laboratórios de investigação, e uma renomada biblioteca. É preciso um dia todo, pelo menos, para conhecer tudo.
Museu de História Natural

O museu recebe cerca de 4 milhões de visitantes ao ano, ou em torno de 10 mil ao dia. Em seus acervos há mais de 32 milhões de espécies de plantas, animais, rochas, fósseis, etc. E para administrar tudo isso ele possui uma equipe de mais de 200 profissionais e pesquisadores, além de voluntários.

Sexto e último dia

O sexto dia foi reservado para o Empire State Building. O voo de retorno seria as 19h, então eu tinha a manhã toda livre, e a reservei para conhecer o Empire State e fazer a últimas comprinhas. O arranha céu era, até a conclusão do Freedom Tower (torre onde ficavam as torres gêmeas), o mais alto da cidade - com 102 andares, 448 metros. Sua construção doi concluída em 1931. Está localizado na intersecção da 5a. Avenida com a West 34th Street. A vista do mirante no alto do prédio (102o. andar) atrai mais de 2,5 milhões de turistas por ano. A visão alcança até 125 km, sendo possível ver toda Nova Iorque.
A única coisa desagradável do passeio são as filas de tirar o humor de qualquer ser humano. Mas compensa ao final. Lá pode-se comprar algumas lembranças de NY, mas muito mais caro que nas lojinhas no entorno.
Empire State Building


E assim terminou minha inesquecível viagem a Nova Iorque. Espero voltar em breve com meus filhos.


NY para ciclistas e pedestres.



Nova York esteve sintonizada com essa mudança de perspectiva social em relação ao carro e foi o palco de uma das experiências globais mais bem sucedidas de transformação urbana na última década, conseguindo continuar competitiva por meio da inclusão de espaços para ciclistas e pedestres em suas vias. Um dos exemplos mais claros nesse sentido é o que tem sido feito desde 2007 na Times Square e na Broadway, que limitaram em alguns trechos o tráfego de veículos e estacionamentos, ampliaram as calçadas e criaram faixas exclusivas para bicicletas.

O resultado, ao invés de prejudicar negócios e moradores, revitalizou a cidade. Segundo a Times Square Alliance, organização civil que promove o desenvolvimento da região, a circulação de pessoas na área comercial aumentou em quatro vezes o número de pessoas durante os fins de semana e valorizou em 1.000% os imóveis locais nos últimos dez anos, beneficiando o comércio e a geração de emprego. Apenas para se ter ideia, as compras individuais de ingressos para as tradicionais peças e shows na Broadway, passaram de 7,4 milhões, em 1991, para 12,5 milhões, em 2011. Caminhare pedalar notadamente criaram mais consumidores e interesse na área central da cidade.

Mas a verdade é que isso não aconteceu da noite para o dia e foi a conquista de uma longa batalha travada por ativistas e planejadores de uma nova geração, com ideias muito diferentes dos defensores da exclusividade das vias para os carros. Uma das organizações pioneiras nesse sentido foi a Transportation Alternatives, fundada em 1973, em Nova York, no mesmo momento em que os EUA germinavam umaconsciência ambiental mais ampla e política com a promulgação do Clean Air Act e do Clean Water Act, que visam controlar a poluição do ar e da água nacionalmente. Hoje, a Transportion Alternatives se concentra em promover a mobilidade urbana sustentável através de conceitos como a caminhabilidade, o ciclismo e o estímulo ao uso dos modais públicos. “E, embora tenhamos progresso nisso, ainda estamos lidando com um legado de desenvolvimento voltado para o carro que se manifesta cultural e profissionalmente”, conta Paul Steely White, diretor executivo da instituição desde 2004.

Aos 41 anos, White é uma das principais lideranças da cidade na defesa de espaços seguros para ciclistas e pedestres. Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de Montana e recorrente TED talker do tema mobilidade, ele foi diretor do Institute for Transportation and Development Policy (ITDP) na África, atuando hoje em seu conselho global ao lado de figuras como Enrique Peñalosa e renomados pesquisadores e promotores da mobilidade urbana em Nova York. Ele cedeu uma entrevista exclusiva ao Planeta Sustentável sobre os desafios que a cidade enfrentou e continua enfrentando para desenvolver sustentabilidade nos transportes e no planejamento.
veja reportagem completa   emhttp://planetasustentavel.abril.com.br/blog/urbanidades/nova-york-para-ciclistas-e-pedestres-entrevista-com-o-paul-steely-white-da-transportation-alternatives/




sábado, 16 de agosto de 2014

NORDESTE IV - ARACAJÚ: Merece ser vista!

Não é uma das capitais mais badaladas do nordeste, mas com certeza em matéria de variedade de passeios, hospitalidade e preços ela dá um banho em muitas outras.
Estive a primeira vez em  Sergipe em março de 2006, num evento na capital Aracajú. Ainda final de verão com muito calor e dias ensolarados pudemos aproveitar muitas praias e conhecer excelentes lugares
Fundada em 1855, ela é a segunda capital planejada num estado brasileiro (a primeira é Teresina). O formato lembra um tabuleiro de xadrez. As ruas são limpas e arborizadas e sua orla de 6 km é repleta de atrativos: quiosques, calçadão, ciclovia, quadras poliesportivas, fontes luminosas e um oceanário que encanta crianças e adultos. 

O Centro de Arte e Cultura de Sergipe Fica ao lado da praça de eventos de Atalaia, o espaço possui de 1.610 metros quadrados, abriga 48 boxes para a venda de peças de artesanato local e uma área totalmente dedicada a oficinas para artesãos sergipanos. O centro funciona como um mercado aberto de artesanato produzido no estado, como redes, tapeçarias, cerâmicas e bordados, entre outros.
Centro Cultural de Aracajú e Orla de Atalaia. 



A Passarela do Caranguejo, um trecho tomado por bares e restaurantes que servem o melhor da cozinha regional – frutos do mar, carne-de-sol, pirão-de-leite e, claro, caranguejo.

O Mirante e o calçadão da 13 de julho são locais atraentes e dignos de cartão postal (ou selfies memoráveis). Situado no encontro do Rio Poxim com o Rio Sergipe, fica numa área nobre da cidade, próximo ao Shopping Jardins e Shopping Riomar.

Um ancoradouro construído em 1859 para desembarque do Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina, que visitaram Sergipe em 1860. A "Ponte do Imperador" é um atrativo turístico de grande valor histórico, tornando-se agora mais atraente com a instalação de uma maquete (Museu de Rua) animada que reproduz Aracaju dos anos 40, do século XX.

Ponte do Imperador

Os antigos mercados Antônio Franco, datado de 1926, e Thales Ferraz, inaugurado em 1949, foram recentemente recuperados conforme o projeto original e transformados em centro comercial e cultural, abrigando lojas de produtos artesanais e típicas da região, restaurantes e bares. As estruturas dos mercados são estilo art nouveau (Antonio Franco) colonial espanhol e neocolonial (Thales Ferraz).




Também nos arredores da capital fica um dos cenários mais bonitos do Estado - a cãnion de Xingó, desbravado a bordo de escunas e catamarãs que cortam as águas verde do rio São Francisco.



Cânios do Xing


Se tiver um tempo disponível, não deixe de conhecer Mangue Seco, famosa pela novela Tieta. Fica na divisa de Sergipe com Bahia. Na paisagem quase deserta reunem-se dunas, restingas, mangues e fazendas de coqueiros. Aproximadamente 30 km de praias de areias brancas e fofas em constante movimento. Para explorar o locar o ideal é alugar um bugue, com motorista guia de preferência.


Mangue Seco

Com a inauguração em 2010 da Ponte Joel Silveira, que atravessa o Rio Vaza-Barris, pode-se seguir as praias via litoral Sul de Sergipe, seguindo-se a estrada até o Porto da Nangola no povoado do Porto do Mato. Neste local, é possível deixar o carro em um estacionamento,e por barco é feita a travessia do Rio Real para Mangue Seco. A dificuldade do acesso, exclusivamente de barco, através do Rio Real, é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústica. As poucas ruas são cobertas de areia fina e macia. Por toda a margem, espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores, criando uma boa estrutura de apoio para os turistas. Apesar de famosa, a pequena vila tem, na realidade, o nome verdadeiro de Santa Cruz da Bela Vista.
  

PROJETO TAMAR

E pra finalizar o passeio, fomos conhecer o Oceanário de Aracajú, criado e mantido pelo Projeto Tamar. Com aquários, tanques, loja e estrutura de serviços. Há ainda o Centro de Educação Ambiental em Pirambu que, embora também receba visitantes, tem como prioridade o trabalho de educação ambiental junto às comunidades e, especialmente, as escolas da região.

Oceanário de Aracaju foi inaugurado em junho de 2002 e tem capacidade para receber até 300 pessoas ao mesmo tempo, alcançando a marca de aproximadamente 120 mil visitantes/ano.

É o primeiro oceanário do Nordeste e o quinto do Brasil. Os outros ficam em São Paulo (Santos, Ubatuba, Aparecida do Norte e Guarujá). O de Aracaju/SE foi criado, construído e é mantido e administrado pela Fundação Pró-Tamar, através da coordenação regional do Projeto Tamar em Sergipe. Instalado na praia da Atalaia, a 500m do mar, ocupa 141 mil m2 de área cedida pelo Governo Federal, através de contrato de cessão entre o Serviço de Patrimônio da União e a Fundação Pró-Tamar. Tem área construída de 1.700 m², na forma de uma tartaruga gigante, com a cobertura em eucalipto e piaçava. É um dos atrativos turísticos de Aracaju, destacando-se na moderna e revitalizada Orla de Atalaia, entre espelhos d’água com pontes, calçadão, ciclovia e espaço para exposições, shows e esportes aquáticos.

Através de atividades regulares, como visitas orientadas, palestras e exposições, favorece a sensibilização de moradores e visitantes para a conservação do ecossistema marinho e das riquezas do rio São Francisco. Palestras, mostras de vídeo e aulas junto aos aquários, permitem aos visitantes aprenderem sobre o ecossistema do litoral sergipano e conhecerem diversas espécies de animais marinhos.



Projeto Tamar 

terça-feira, 22 de julho de 2014

NORDESTE III - Club Med Trancoso - All inclusive com sofisticação

Com a vinda dos alemães para a Copa do Mundo 2014 aqui no Brasil, muito se ouviu falar de um dos lugares mais lindo do nosso litoral, o sul da Bahia, mais precisamente o pequeno povoado de Santo André, em Santa Cruz de Cabrália. 
E eu não pude deixar de me lembrar de uma temporada, há 10 anos atrás, no Club Med Village em Trancoso, um pouco mais ao sul de Porto Seguro. Uma das viagens mais charmosas que já fiz. 

O Club Med dispensa comentários. Esse foi o primeiro Village 4T do Brasil (categorias de 2Tridentes à 5 Tridentes).

Desde a chegada até o último dia desfrutamos de muito conforto e mordomias de dar inveja a Nababo.

Club Med Trancoso




















No alto de uma falésia na praia do Taípe, entre Arraial d’Ajuda (14 km para o norte) e Trancoso (7 km para o sul) onde o hotel está localizado. Antes da sua construção, o Taípe era considerado parte do Arraial d’Ajuda (inclusive o prefixo do telefone é do Arraial), mas Trancoso é mais próximo.



Para chegar à praia há um caminho agradável, entre uma floresta e uma escada que desce até o mar. Mas também há opção de descer de van para os mais preguiçosos. .


Praia Club Med

A praia deserta: além dos hóspedes alguns pouco turistas que vão exclusivamente de barco ou algum tipo de embarcação. O mar nunca é muito calminho; há ondas intermitentes. Caminhando para a esquerda, em uma hora você chega à praia do Taípe, já no Arraial. Para a direita, em meia hora está no Rio da Barra, já em Trancoso (em mais uma hora você chega à praia dos Coqueiros, embaixo da falésia do Quadrado de Trancoso).


Praia do Club Med


As instalações são próprias para um hotel de praia, com quartos espaçosos e limpos. Os quartos são agradavelmente decorados com motivos de mar. Os jardins são imensos e super bem cuidados. Lembro de ter pensado:_ caramba, meu jardim não chega aos pés desses aqui e olha que é tão pequeno!

Jardins Club Med Trancoso

As atividades diárias são variadas e para cada faixa de idade, o que não impede de se ficar sem fazer nada. Há um SPA maravilhoso, com catálogo de tratamentos programados para toda a estada, pagamento à parte. Grátis é a academia. No entanto, considere a possibilidade de ter que disputar uma esteira, dependendo do horário que for malhar.

Instalações: bangalô, SPA, academia, jardins

As equipes de GOs e GEs são extremamente atenciosas e dedicadas, fazendo de tudo para agradar aos hóspedes. 

O hotel utiliza o sistema "all inclusive",sabe né?...tudo incluso...café da manhã, almoço e jantar. Devo dizer que se você conseguir fazer essas três refeições completas depois do terceiro dia, você é um glutão. 

Restaurante Club Med



Na verdade trata-se de uma "orgia gastronômica" onde você tem todas as opções que puder imaginar. Geralmente os jantares são temáticos: Noite Italiana, Noite Alemã, Noite Japonesa. Refrigerantes, água, vinho e chopp é gratuito durante as refeições. Fora isso, prepare-se para ser duramente assaltado, pois um copo de água chega custar R$ 8,00 na alta temporada.As sobremesas são variadas e deliciosas, com várias opções. Sorvete a vontade....tudo de graça....não preciso nem dizer como eu engordei...as crianças ficam mal acostumadas se deixar.

Em relação aos esportes, apesar de não tão exagerado quanto os outros Meds brasileiros, o Med Trancoso tem uma senhora oferta de esportes: quadras de tênis, futebol, poliesportivas, equipamento de vela, arco e flecha, trapézio. Tudo com instrutores e aulas incluídas. O golf (18 buracos) fica fora do hotel, dentro do condomínio Terravista. É provavelmente o green mais bonito do Brasil, sobre a falésia. O green fee é cobrado à parte.

Campo de golfe - Terravista Gof Club Trancoso

Houve apenas um inconveniente nos 5 dias que passamos lá. No primeiro dia da nossa chegada, quando voltávamos da piscina, nos deparamos com um jogo de malas na frente de nosso apartamento. Ligamos imediatamente na recepção e ouvimos um malemolente: _ ah sim, já vamos mandar buscar...um instante. E passaram horas, fomos jantar, voltamos, as malas ainda no mesmo lugar. Passou a noite, amanheceu, fomos tomar café, voltamos, as malas lá. Passou um dia, mais uma noite e eu não pude mais me controlar, imaginando a falta que aquelas malas estariam fazendo aos donos. Liguei na portaria novamente.Para meu espanto, ouvi o seguinte (em sotaque baianês carregado) _ ó xente! ...menina..não é que .as malas do 306 está lá no 603 menina!?!?!..mande buscar mulé...
Club Med Trancoso 2004

Os impactos socio-culturais entre a comunidade receptora de turismo e o complexo turístico.


A atividade turística de uma região pode causar alterações na vida social, na dinâmica cultural e nas referências da identidade das localidades receptoras, interferir não somente nos aspectos socioculturais, mas também no ambiente natural, atuando simultaneamente com os elementos da contemporaneidade e da globalização. 
É uma constatação em Trancoso essa influência do turismo na identidade cultural local e ela pode apresentar-se em visões distintas: uma avalia que o turismo ocasiona a “perda” da identidade, outra, que fortalece a cultura local. No entanto, atualmente, a identidade é vista como algo móvel, dinâmico, em uma constante formação e transformação, interna, da própria comunidade, externa, do fluxo turístico e das influências da contemporaneidade. Portanto, substituir-se “perda” da identidade por “deslocamento” das referências identitárias seria mais adequado. Os impactos socioculturais, como um efeito combinado de fatores sociais e culturais, referem-se a uma multiplicidade de transformações provocadas pelo desenvolvimento da atividade turística, sem contar com o impacto economico. Percebe-se em estudos uma tendência em destacar os aspectos positivos e negativos, porém considerando o relativismo do que é benéfico ou prejudicial. 
No caso da comunidade de Trancoso, o turismo tem gerado mudanças significativas tanto no comportamento da comunidade em si, quanto no desenvolvimento economico do município. Os dados sinalizam para a consolidação turística, os equipamentos como resorts, hotéis, restaurantes, barracas de praia, e demais atividades do comércio e serviços, retratam a atual fase. O processo de desenvolvimento turístico tem atraído imigrantes que buscam oportunidades de trabalho, provocando crescimento populacional. Trancoso, antes uma vila tranqüila, passa por uma expansão urbana com crescimento desordenado, surgindo loteamentos irregulares e áreas invadidas. A infraestrutura básica com a implantação de acessos viários, reestruturação da rede elétrica, do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, contribuiu para melhoria da qualidade de vida da população e para consolidação do turismo. Contudo, o rápido crescimento urbano e turístico tem sido desproporcional  às dimensões da infraestrutura, tornando-a inadequada para receber o fluxo turístico, pois na alta temporada há falta de água, de energia elétrica e acúmulo de lixo, é o que dizem os moradores locais. 
Observa-se que Trancoso passa por um acentuado processo de especulação imobiliária. Os moradores têm sido excluídos à medida que não suportam a pressão dos investidores nacionais e internacionais, fazendo com que cada vez mais, ocupem a periferia. É perceptível que os equipamentos, comércio e serviços estão direcionados para o turismo. 
Uma outra questão que afeta a estabilidade financeira dos moradores é a sazonalidade. Na baixa estação, alguns restaurantes, pousadas e lojas fecham as portas, outros se mantêm com baixo índice de atividade, causando desemprego. A dependência econômica do turismo se revela, o que seria uma opção para incrementar a renda dos moradores, virou a principal atividade. A inserção de produtos e serviços baseados no efeito demonstração modificou os padrões de consumo, alterou os hábitos alimentares e a maneira de vestir. Nota-se a existência de manifestações culturais que traduzem a herança cultural, entretanto, outras sofrem a comercialização como produto turístico. É grande o sentimento de esfacelamento, de perda do modo de vida comunitário, em que as famílias se reconheciam, o qual se alinha às desvantagens do desenvolvimento turístico da localidade. Os moradores apontaram a geração de emprego e renda como a principal vantagem do turismo, e no confronto com as desvantagens, salientaram que o fato econômico supera os problemas socioculturais. Na gestão do turismo deveria se levar em conta os aspectos sociais, culturais e ambientais de Trancoso. Espera-se que a inclusão da população na concepção do planejamento e organização do turismo, possa contribuir para reduzir os impactos provenientes do desenvolvimento da atividade turística.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MONTE VERDE - Alemanha em Minas


Era pra ser um final de semana como outro qualquer do mês de junho, em 2009, mas resolvemos conhecer Monte Verde (MG), e lá fomos nós. 

Santa Bárbara do Monte Verde fica no extremo sudoeste de Minas, na Serra da Mantiqueira, a 484 km de BH, mas a 164 km de Sampa. O segundo municipio mais alto do Brasil, o que torna a paisagem maravilhosa, os dias frios e as noites geladas. Mas a hospitalidade mineira e os deliciosos quitutes fazem desse lugar um dos mais agradáveis que já conheci.

A cidade lembra uma vila européia, estilo alemão, com aproximadamente 5.000 habitantes. Muitos a chamam de "Campos do Jordão Mineira". As ruas são charmosas e floridas, as casas bem cuidadas o comércio local reúne confecções de roupas de malha e couro, restaurantes, cafés e bares e lojas de chocolates, compotas, tortas, queijos e vinhos que fazem a gente perder a linha.

Centro de Monte Verde (MG)








Centenas de pousadas e chalés aconchegantes estão espalhadas pela cidade e algumas até mais afastadas do centro.Escolhemos a Sierra Villena. Maravilhosa. O café da manhã é divino e a decoração rústica é linda.

Em Monte Verde existem vários atrativos que vão desde trilhas em cachoeiras, parques e montanhas. Nós fizemos a trilha das corredeiras do Itapuá (dentro do Hotel Itapuá) as margens do Córrego do Cadete, onde existe a Casa dos Beija-Flores.

trilhas das cachoeiras


Outras trilhas são famosas na região: a da Pedra Redonda, Pedra Partida, Chapéu de Bispo, do Platô e a famosa Trilha do Jorge, mas essa é pra quem gosta de caminhar de verdade, pois o trajeto é de aproximadamente 12 km, com trechos de subidas e descida pela serra, que pode levar quase 6 horas. É aconselhável o acompanhamento de um guia local para não se perder. 



Para quem gosta de radicalizar, existe um circuito bem legal - a Mega Tirolesa, são 2 tirolesas (ida e volta) que dão frio na barriga só de olhar. Mas vale para quem curte emoção.


Sabor Mineiro/Boteco do Lago - Monte Verde



















A gastronomia é diversificada: vai desde a cozinha alemã, italiana, gaúcha e, claro, a deliciosa comida mineira. E foi o Sabor Mineiro que escolhemos para almoçarmos. Não demorou pra servir e o tutú estava divino. E a noite fomos ao Boteco do Lago, com música ao vivo, ambiente agradável e o chopp artesanal. Muito bom.


O IMPACTO DO CRESCIMENTO CAUSADO PELO TURISMO EM MONTE VERDE.


A partir de 1952, a família Grinberg loteou parte da fazenda e, como muitas pessoas sentiram-se atraídas pelas belezas do lugar, principalmente seus amigos e conterrâneos letões, alemães e húngaros, a fazenda acabou se transformando em um vilarejo, tipicamente alpino. Fato este que justifica o estilo europeu marcante das construções, assim como a influência na culinária, nos artesanatos e nos costumes, que atualmente se misturam com os costumes mineiros. 
Para ocorrer o processo de urbanização houve a necessidade do auxílio de empreendedores privados, uma vez que o Sr. Grinberg não tinha apoio financeiro do município de Camanducaia-MG. O investimento privado promoveu a abertura de estradas com o uso de tratores, instalou as primeiras caixas d’água, ergueu posteamentos, trouxe uma máquina a vapor que produzia energia através de gerador a lenha e deu início as primeiras construções. O saneamento acompanhou o processo de urbanização, porém até os dias de hoje, de forma precária. 

Atualmente, Monte Verde possui 5000 habitantes e, por tratar-se de um distrito turístico, nas altas temporadas, a população flutuante atinge aproximadamente 3500 pessoas, totalizando em média 8500 habitantes. Esta visitação turística é estimulada pela estrutura básica e turística já existente, pela altitude e beleza geomorfológica da Serra da Mantiqueira e pela densa vegetação, como jacarandás, ipês, jequitibás, orquídeas, bromélias e araucárias e associados a esses elementos paisagísticos, a temperatura que pode alcan- çar, no inverno, a -12°C, a arquitetura e a culinária típica de montanha, o acesso pela Rodovia Fernão Dias e por integrar a APA Fernão Dias, também, contribuem para o incremento do turismo. 
A hidrografia de Monte Verde é uma particularidade ambiental que oferece atributos paisagísticos notáveis podendo ser significativa para o turismo na localidade, destacando-se rios e córregos como o do Cadete, dos Poncianos, da Represa, das Cirandas, das Seriemas e da Minhoca que deságuam direta ou indiretamente no Rio Jaguary, onde se identificou uma expressiva demanda potencial para o desenvolvimento do ecoturismo na localidade, devido aos já existentes passeios a pé, a cavalo ou bicicleta, além da visita por trilha às corredeiras do Itapuá e a observação de pássaros típicos da região como os beija-flores, gaviões, tucanos e maritacas, atrativos que também podem ser potencializados. 
A maior parte da população de Monte Verde encontra-se na Vila Operária. Como o próprio nome diz, trata-se de uma área de moradia dos trabalhadores do distrito, os quais desempenham atividades voltadas para o atendimento turístico e para a manutenção de serviços para a população local, sendo considerada no plano diretor como zona mista. Embora para a maioria da população residente na vila o turismo seja apontado como um importante segmento econômico, com condições de promover a geração de empregos e a melhoria na qualidade de vida, os moradores ressaltam também diversos problemas relacionados a esta atividade como a ausência de oportunidades em trabalhos mais especializados, restando para os mesmos, tarefas que não exigem muito conhecimento técnico, resultando em salários nem sempre atraentes. Deste modo, reclamam da entrada de profissionais mais capacitados de outras regiões, uma vez que os empresários não investem na formação da mão-de-obra local. Demonstram insatisfações também relacionadas ao aumento dos preços das mercadorias e dos terrenos, da violência, denúncias de prostituição infantil, aumento do consumo de álcool e acesso facilitado dos jovens às drogas. Alguns se sentem excluídos socialmente, pois para os mesmos, os privilégios de infraestrutura urbana estão voltados para a mão-de-obra externa, para a segunda residência e aos turistas, deixando-os a mercê de sua própria subsistência. Outra grande reivindicação é referente ao acesso a equipamentos turísticos, que na Vila Operária, são extremamente escassos. Verifica-se que, pelo fato de Monte Verde e da Vila Operária terem sua origem recente, os moradores não percebem uma identidade cultural e nem tradições que os caracterizem como uma sociedade integrada. A diversidade de pessoas que residem no local, seja de origem nacional ou estrangeira, dificulta o processo de integração entre os membros da comunidade. A co-existência dos novos e antigos moradores, estes últimos considerados como nativos, vem possibilitando a construção, de forma ainda incipiente, diversa e fragmentada, de uma sociedade com culturas distintas que aos poucos tem criado, embora com resistência, uma identidade local, apoiada sobretudo nos aspectos topofílicos do lugar, como a admiração das belezas naturais e do clima de Monte Verde.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

INHOTIM - É aqui mesmo no Brasil!

Considerada a Disneylândia da arte contemporânea,o Instituto Inhotim (MG) é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina . Está localizado em Brumadinho (Minas Gerais), uma cidade com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte. 

Enorme, com estacionamento para milhares de carros, restaurantes e lanchonetes variados ao longo do "parque" e atrações espalhadas por jardins impecáveis. 




Jardins do Parque de Inhotim

Inhotim não é um "parque" qualquer, ele abriga um jardim botânico com espécies raras e belíssimas. Ao mesmo tempo é um museu de arte contemporânea com peças pensadas para o local.


Inhotim

Estive lá em 2009 para um evento da fundação que eu prestava consultoria. Foi um susto, pois quando eu recebi o convite jamais poderia imaginar o que iria encontrar pela frente. A revista Quatro Rodas classificou como atração 5 estrelas. É conhecido internacionalmente como o maior museu a céu aberto do mundo.

Caminhar por sua enorme área, que ostenta uma das maiores coleções de espécies vivas entre todos os jardins botânicos do país, é uma experiência única. Mas é pela arte que o Inhotim ganhou notoriedade. Mais de 20 galerias abrigam obras de 85 artistas de 26 diferentes nacionalidades: instalações, esculturas, desenhos, fotos e vídeos que chocam, encantam e estimulam a participação do visitante. No último ano, o vasto acervo ganhou como reforço obras de Lygia Pape, Tunga, Cristina Iglesias e Carlos Garaicoa.

Seu idealizador, o minerador Bernardo Paz, projetou um espaço com jardins amplos e exuberantes que dialogam com as obras de arte e a arquitetura das galerias - que de tempos em tempos são atualizadas, de acordo com o a curadoria do museu. A estrutura é de primeira: restaurantes, lanchonetes, monitores, limpeza e conservação impecáveis.

A área de visitação do Inhotim tem 96,87 ha e compreende jardins, galerias, edificações e fragmentos de mata, além de cinco lagos ornamentais, com aproximadamente 3,5 hectares de espelho d'água. O jardim botânico tem 4.300 espécies em cultivo - marca atingida em 2011 - e está cercado por mata nativa , com trinta por cento de todo o acervo em exposição para o público (cerca de 102 hectares em 2011).

Em reconhecimento à necessidade de preservar os 145 hectares de reserva, o instituto recebeu do Ministério do Meio Ambiente, em fevereiro de 2011, a classificação oficial de jardim botânico, na categoria C. Nesse jardim, estão cerca de 1.500 espécies catalogadas de palmeira, a maior coleção do tipo do mundo.
Inhotim

Há vários espaços gourmet que valem a pena serem visitados pela beleza e culinária internacional. Os imperdíveis são:o restaurante Tamboril, integrado aos jardins do museu; o Bar do Ganso - Aconchegante bistrô com ambientação assinada pelo designer Paulo Henrique Pessoa, conhecido como Ganso; e o restaurante Oiticica, com uma maravilhosa vista para o parque

Restaurante Oiticica

Restaurante Oiticica


Existem várias hospedagens, tanto em Brumadinho (cerca de 5km do instituto) como em Belo Horizonte (cerca de 60 km). Aconselho ficar numa das inúmeras pousadas em Brumadinho mesmo,pois para desfrutar de todos os recantos do parque é necessário pelo menos 2 dias.

Eu fiquei na Estalagem do Mirante. Além da maravilhosa paisagem aos pés da Serra da Moeda, a pousada possui cachoeiras, e um delicioso astral. Os quartos são luxuosamente decorados e o restaurante é, sem dúvida, um dos melhores da região.

Estalagem do Mirante - Brumadinho MG